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Sunday, July 13th, 2008
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7:50 pm - Old man take a look at my life
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O concerto do Neil Young mudou a forma como vejo a música para sempre. Mudou tudo.
Amigos, foi religioso. Nunca vi nada assim.
QUE MÚSICO. QUE CONCERTO.
Não consigo ouvir nada, depois daquele concerto, só o silêncio.
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| Friday, July 11th, 2008
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5:55 pm - FMM (ou o Mundo devia ser só isto)
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A seis dias de Sines, o meu coração só pensa nisto: Moriarty
Doran-Stucky-Studer-Tacuma (em tributo ao Jimi Hendrix! :D)
Toto Bona Lokua
Rachel Unthank & The Winterset
Rokia Traoré
(a minha maman é ama ocasional do filho desta inacreditável mulher, e só o descobri por acaso. O mundo é um bidé)
E em todas as descobertas maravilhosas que me esperam entre o Castelo, o Centro de Artes e Porto Covo. Não existe nenhum acontecimento mais importante este ano, o ano em que o FMM celebra uma década a reinventar a cidade de Sines e o próprio conceito de festival de músicas do mundo. Toda eu sou ansiedade. Só penso em estar lá, em injectar dezenas de horas de música directamente na cabeça e no corpo, em dançar até cair para o lado, em estar com os amigos, na praia, nas caipirinhas, nas cervejas, em tudo o que aquele lugar representa todos os anos para mim: paz e alegria.
Todo o programa disponível aqui: http://www.fmm.com.pt/programa/index.htm
current mood: SINES!
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| Tuesday, July 8th, 2008
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11:48 am - Petra&Georgios back in town :) - Parte II
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A pedido de várias famílias, amanhã há Petra&Georgios no Catacumbas outra vez, há hora do costume. :p
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| Tuesday, June 24th, 2008
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12:03 pm - Petra&Georgios back in town :)
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(vídeo cortesia do pai guil)
Quarta e quinta feira, no Catacumbas, oportunidade para rever o grego louco, agora mais velho e estranhamente, mais cabeludo. :)
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| Wednesday, June 18th, 2008
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5:01 pm - Well I see you there with the rose in your teeth (O cheiro parte III)
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Acordo com a tua cara encostada à minha perna, por cima do lençol. Tento sentar-me na cama sem te acordar, tentar entender o que estás aqui a fazer, vestido e amarrotado sei lá por quem ou porquê. O cheiro a tabaco e alcool é tão intenso que quase me salta à boca o estômago em jejum . Não sei como vieste parar ao meu quarto, tão longe do teu, mas abençoo a bebedeira que me ofereceu a visão da tua cara enrugada pelos vincos dos meus lençóis - calculo que ontem não houve mulata, nem ruiva, nem albina, nem nada, não é? - e só lamento que não os tenhas feito comigo acordada e contigo consciente.
(parece-me que só encontras este caminho quando estás tão alienado que deixas o peito guiar-te em vez do velho e trabalhador camarada que repousa agora tranquilo dentro das tuas calças...)
Nem te apercebes na Penélope em que me transformei sem querer, não vês a colcha que desfaço à noite para afastar os outros, os que me querem a sério, de joelhos e anel e tudo. Resisto a uma série de tentações enquanto te tiro os sapatos e te ajeito na cama que aqueci e que só não é tua porque és parvo e não me vês.
Quando acordares, já te fiz o café e já saí, já fui para a praia continuar a tecer a puta de colcha que é a minha vida depois da tua entrada, queimar o corpo que não dou a ninguém (ou que não entrego, vá lá, que as necessidades não as consigo calar nem por ti)e esperar que fiques à toa e te perguntes, como eu me perguntei, o que raio fazes no meu quarto. Talvez te dês conta que bate tudo certo nesta cama, que é aqui que tudo está direito, como tem de estar, talvez sintas a naturalidade dos lençóis e do meu cheiro, talvez te dês conta que está na hora de matar os pretendentes e voltar para casa. É que não sei se reparaste, mas a tua casa, moreno fugidio, sou eu.
current music: Famous blue raincoat
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| Tuesday, June 17th, 2008
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12:24 pm - Nobody's Bizness ALLLEEEEEEEZZZ! :D
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Amigos/amigas/seleccioneiros em geral
Esta quinta feira, dia 19, monta-se no Catacumbas um hospital de campanha pós-quartos de final.
Se ganharmos, cuidaremos das lesões contraídas durante os festejos. Se perdermos, poooooooooois....quer dizer, err.....é para isso que servem os blues também... afogar as mágoas e pensar noutras coisas e isso...
Os enfermeiros de serviço há muito não são vistos pela capital e em tempo de guerra, vamos onde precisam de nós. Esperamos por todos para matar saudades/curar lesões/afogar mágoas (risquem o que não interessar).
As lesões são de graça, as cervejas é que não.
Catacumbas Jazz Bar, 23h30, 5ª feira.
Aparece e traz uma ligadura!
current music: Some velvet morning
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| Wednesday, June 11th, 2008
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4:35 pm - Aniversários e afins
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Fiz o meu último aniversário, para que fique registado.
Nunca mais faço anos. Parei aqui.
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| Thursday, May 29th, 2008
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1:52 pm - UPDATE da ida a Norte
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Por imposição da organização do Festival (what the fuck????? há coisas que nunca vou entender), só vamos poder actuar no BFlat no dia do concerto oficial. Assim, o concerto de dia 31, sábado, está neste momento cancelado.
Sorry a quem planeava vir.
:(
current mood: BAH
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| Wednesday, May 28th, 2008
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6:08 pm - E ao fim de tanto tempo, um mail!.... A Nobody's Bizness a Norte!
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A ressuscitada formação de clássico neo-barroco mundialmente reconhecida como sendo pioneira na sua aproximação à música de câmara faz o seu regresso das cinzas já este fim de semana no Festival Douro Blues, em Gaia e aproveita para introduzir o clássico nos anais da história do mítico BFlat. Sendo a nossa primeira incursão séria a Norte, gostaríamos de convidar todos os amigos e amigas a sul do Minho para se juntarem a nós, ao Chris Jagger, à Shemekia Copeland (ó, nossos grandes amigos de sempre, estes dois, sabiam?), ao Budda Blues Power e a todos os outros nomes do excelso cartaz do Festival Douro Blues no Auditório Municipal de Gaia dia 30 de Maio, pelas 21h30 para celebrar o que de mais neo-barroco se tem feito no clássico na última década: Blues puro e duro e bom. Como não fazemos uma sem fazer mais duas, logo a seguir, e para quem ainda nem jantou às nove e meia, oferecemos outra dose no mítico bar BFlat às 0:25 dias 30 e 31, pelo que ninguém tem desculpa para não aparecer.
É a sonata a 3 tempos mais badalada e mais falada de sempre e quem perder...enfim...quem perder não tem juízo nenhum e é claro como a água que vai passar o verão todo à chuva!...
Os blues são de borla, as entradas é que não! (salientamos que a cotação da Nobody's Bizness não está sujeita às alterações do barril de crude, brent ou derivados e não aumenta de meia em meia hora)
Mais informações só para quem aparecer à porta do Auditório Municipal de Gaia dia 30, sexta feira, às 21h. A senha é "quero um bilhete por favor".
-- Nobody's Bizness if we share the blues with you. http://www.myspace.com/nobodysbiznessband Isto NÃO É SPAM, mas se ainda assim quiseres ser retirado/a desta fabulosa mailing list, aparece no Porto esta sexta feira e conversamos sobre isso à volta de um bom Douro tinto.
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| Friday, May 16th, 2008
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6:03 pm - Olá olá!...
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Na Estefânia existe uma mulher cuja idade não consigo identificar (aliás, acho que nunca consegui sequer ver-lhe o rosto de forma nítida) que costuma estar enrolada na escadaria perto da casa da Cris, onde costumo ficar quando o moreno vai para fora. Não sei ao certo mas parece-me que será toxicodependente, pelo menos a julgar pelo aspecto miserável, pela magreza e pela abstracção total que costuma ter em relação ao mundo à volta. Nunca lhe vi qualquer gesto que desse a entender que ainda faz parte deste mundo, nunca a ouvi pedir nada a ninguém, nem um cigarro, nem dinheiro, nada. Esta manhã foi diferente. Eu vinha a descer as escadas em direcção à Gomes Freire, apressada, atrasada e ensonada e vi-a. Estava de pé desta vez e tinha na mão um pacote de um aperitivo qualquer tipo Doritos ou tiras de milho ou o raio que partilhava com meia dúzia de pombos. Reparei que estava a sorrir e fiquei a olhar para ela até ao momento em que me pressentiu e eu desviei o olhar e continuei a andar. A imagem ficou-me gravada de tal forma que tinha de falar sobre ela. Não só porque foi a primeira vez que vi a mulher fazer alguma coisa, mas porque me pergunto desde a manhã se ela o faria porque gosta dos animais, se o faria porque está só louca, se porque precisava de algum tipo de companhia e os pombos não fogem de ninguém por causa do aspecto. É que ainda por cima, eu gosto de pombos. Gosto genuinamente de pombos. Aprendi a apreciá-los quando estudava num colégio em Paris na zona de La Defénse, onde basicamente só existem torres e mais torres de escritórios com pequenos pedacinhos de relva entre eles e onde almoçava com a minha irmã todos os dias para fugir à pavorosa comida de cantina francesa. Começámos a aperceber-nos que à medida que os pombos da zona se habituavam à nossa presença, vinham ter connosco assim que nos viam pousar as mochilas e acabámos por partilhar as nossas migalhas e começar a conhecê-los. São animais inteligentes e com uma organização hierárquica muito definida, sabiam? Testemunhámos as atrocidades que lhes cometiam, vimos pombos completamente estropiados, sem patas, sem pedaços de bico, completamente desfigurados. Isso partiu-nos o coração. Sobretudo porque aprendemos a gostar deles, a reconhecer a estrutura de cada família, a saber quem mandava e deixava de mandar e a aprender como se relacionavam uns com os outros e connosco, a deixá-los pousar nas mãos para comer e até a partilhar o almoço inteiro em vez das escassas migalhas. Não consigo ter a imagem horrenda que a maioria da população urbana tem deles. Considero-os uma praga apenas na medida em que também nós o somos e acho de uma desonestidade perturbante ver que a maioria das pessoas que hoje afirma que devíamos deixá-los morrer à fome ou envenená-los, choramingava com certeza uns tostões para comprar os saquinhos de milho às velhotas da praça do Rossio para alimentá-los. Não deixam de ser animais. Não deixam de ser bonitos. E não deixa de ser obra nossa que sejam hoje tantos e que não se tenha feito um controlo da população (que não, não passa por envenená-los - então a saúde pública assim já não interessa?) atempadamente para evitar os possíveis estragos que pudessem vir a fazer. São bichos. E aquela mulher pequena e miserável, aparentemente, conseguiu entender isso melhor que quase toda a gente que conheço. E sim, eu até gosto de ratos.
Num outro registo, o Festival de Músicas do Mundo de Sines está quase aí e o blog do projecto Amanalupa está à vossa espera, com as palavras do mais que querido Rui Costa e de Nuno Júdice. Enquanto não há disco, vamos espreitando o que por lá se vai dizendo. :) (e beijos ao Francisco - andas por aí? ;)) E a Nobody's Bizness tem uma série de concertos agendados para norte e sul do país e já tem editora para o disco, mas isso fica para outro episódio. :p
E vocês, como estão?
beijos espalhados por tod@s
current music: Neil Young - A man needs a maid (e viva o Deezer!)
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| Tuesday, April 1st, 2008
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4:28 pm - Tatuagem
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"Quero ficar no teu corpo Feito tatuagem Que é prá te dar coragem Prá seguir viagem Quando a noite vem...
E também prá me perpetuar Em tua escrava Que você pega, esfrega Nega, mas não lava...
Quero brincar no teu corpo Feito bailarina Que logo se alucina Salta e te ilumina Quando a noite vem...
E nos músculos exaustos Do teu braço Repousar frouxa, murcha Farta, morta de cansaço...
Quero pesar feito cruz Nas tuas costas Que te retalha em postas Mas no fundo gostas Quando a noite vem...
Quero ser a cicatriz Risonha e corrosiva Marcada a frio Ferro e fogo Em carne viva...
Corações de mãe, arpões Sereias e serpentes Que te rabiscam O corpo todo Mas não sentes..."
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| Tuesday, March 11th, 2008
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9:23 pm - A men needs a maid (ou o cheiro ainda não passou)
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A mulata bateu à porta enquanto tomavas banho e pelo cheiro do perfume que trazia senti que muito em breve ia estar a mais. Encaminhei-a à sala e observei-lhe o passo seguro, o rabo empinado e os caracóis cheios de desafios. Ocorreu-me que era seguramente o que me faltava: ter o passo empinado e o rabo cheio de desafios, ou os caracóis empinados e o passo cheio de desafios, ou tudo isso e uma pele escura e rija que te deixasse a leste do paraíso mas enfim, cada um tem o que tem... eu sou boa cozinheira e tenho mão para o jardim e para outras coisas que um dia te mostro. Ofereci-lhe um café sabendo já no fundo que os apetites dela eram outros, tão iguais aos meus no contorno e tão distantes na concretização eminente. Recusou delicadamente, cruzou as pernas no sofá e reparei que os olhos dela se dirigiam ao vapor - tal como os meus. No fundo até somos parecidas. Grito da porta que chegou a tua mulata e vou sair (faço batota e espreito pelo canto, não me leves a mal, nem consigo ver grande coisa), não vos quero ver aos dois. Não que tenha ciúmes, nem inveja, só que em matéria de cheiros, basta-me o teu e o da tua confusão, não tenho nariz para tanto. Às mulatas já me habituei. Às ruivas e às morenas também. São quase todas simpáticas, quase todas cultas, quase todas interessantíssimas e cheias de histórias fabulosas, de vidas importantes e diferentes e talentos absolutos e inegáveis - confesso, até eu me deixo deslumbrar de vez em quando. Acho é que nunca me vou habituar às outras, às que são só como eu e nunca fizeram nada de extraordinário e que ainda assim têm lugar na tua cama. A única vantagem é que as mulheres como eu não deixam cheiro nos teus lençóis - quando vão embora, fica só a tua marca. Um dia, o teu suor e o meu cheiro a pão com manteiga e café. Vais ver só.
current music: Neil Young
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| Saturday, March 8th, 2008
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11:49 am - We live in the biggest city of South America
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Deslizo pequena até à porta da tua casa e sento-me nos degraus, inquieta, expectante. Não sei se fazes de propósito, se adivinhas que estou aqui e queres que rebente, mas pões música a tocar e quando me apercebo que puseste aquela música, aquela que não podes pôr (tu sabes que não podes)tenho vontade de ser a corajosa que te bateria à porta de uma vez para dizer que...ora, para dizer que...enfim, caramba, não pode ser assim tão difícil, porra. Mas não digo. Não faço nada. Esta música mata-me.
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| Friday, March 7th, 2008
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5:46 pm - It ain't me, babe
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Cheira a flores e à humidade dos campos à volta da tua casa. Quando levanto a cabeça, e se o vento estiver a meu favor, consigo sentir ao longe o cheiro do mar também; inspiro fundo e encho o peito antes de voltar a entrar em casa para preparar-te o café. A tua cozinha é como tu, rude, desorganizada, cheia do encanto que as coisas que não se alteram ao longo do tempo conseguem ganhar. É-me difícil descobrir-te, tanto quanto o é encontrar uma simples lata de café no meio da deliciosa confusão do teu desarrumo. É isto que me move. Saber quem és. Encontrar um recanto onde me deixes encaixar a minha vida na tua. Quero entender as roupas espalhadas, a louça por lavar, os discos espalhados no chão, as beatas no cinzeiro. O teu mundo inteiro numa cozinha desarrumada, no pó acumulado na mesa e nas cadeiras e em todos os lugares que não utilizas nunca. A água ferve e tu ainda dormes, o sol vai desenhando em sombras no teu rosto preguiçoso a história que não temos.O meu desejo por ti cresce a cada volta que te pressinto dar na cama. Penso nas tuas mãos, nos teus braços e nas tuas coxas fortes nos lençóis revoltos, no prazer que poderias dar-me se simplesmente conseguisse chegar a ti. O cheiro do café fresco mistura-se no ar do quarto com o cheiro do teu corpo, do teu cabelo, do suor que brilha no teu peito nú. Aproximo-me e tu vais acordando lentamente com um sorriso descansado - imagino com muita força que fui eu quem to deu. Ainda que não seja, ainda que o saiba, ainda que sejam outros os teus beijos. Sou só eu, a que te traz o café e que te quer muito mais que as outras (as que te conseguem tocar, como é que elas fazem?), a que não te deslumbra. Tenho tanta pena. Tanta pena.
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| Monday, February 25th, 2008
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4:43 pm - Beduínos a Gasóleo
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Continua a minha aventura com os Beduínos e até ver, é a experiência mais enriquecedora (e mais difícil também) que tive. Sinto-me sempre como num primeiro concerto, para o bom e para o mau.
Aqui fica um cheirinho do último concerto, no Tambor que Fala no Seixal. Próxima paragem: Gouveia Art Rock, a partilhar cartaz (embora em dias diferentes) com Van der Graaf Generator. Ocorre-me que se o Fernando Magalhães fosse vivo, ia delirar - e sendo a ele que devo grande parte do que sou hoje, prometo delirar por ele a cada segundo.
 (com o literalmente grande Rui Teles, também meu companheiro de coro com o JP Simões, o português mais carioca de sempre)
 (com Janita Salomé, não existe elogio suficiente para descrevê-lo. Ali ao lado vê-se o Zé Carlos Fialho, o nosso Gandalf e mentor do projecto a par do Luís Oliveira e o benjamim Flávio na bateria)

(sozinha, como os grandes, com o Sérgio Costa na flauta ali mesmo atrás. O Sérgio, para os mais atentos, era teclista da Mojo Hand e hoje toca com o JP Simões, com o Vitorino e agora com os Beduínos)
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2:12 pm - óscars
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Eu PRECISO dos BUUUHH e dos YAY! da triciclofeliz.
Onde é que ela anda?
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| Thursday, February 21st, 2008
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10:48 am - J'veux du soleil
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(Au p'tit bonheur - J'veux du soleil)
Acordei com vontade de verão.
Faz-me falta o sol de manhã e o cheiro do calor, as janelas e as portas sempre abertas, os ombros desnudos, as meninas com vestidos pequeninos que eu nunca teria coragem de vestir, a praia, o mar, a praia, o mar.
Sines.
Verão. Caipirinhas e cerveja gelada. Preguiça boa que nem deixa completar as gargalhadas.
Je veux du soleil.
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| Monday, January 21st, 2008
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6:59 pm - JP Simões, o Coliseu
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Relembrando o meu momento alto de 2007.
:)
God bless JP.
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| Monday, January 14th, 2008
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1:33 pm - Tones of home
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Por mais música nova que descubra, por mais que os anos passem e os meus gostos se alterem, os Blind Melon continuam a ser a minha banda favorita de todo o sempre (até mais que os radiohead, muito, muito mais). Sempre que volto a eles, redescubro a minha adolescência no prazer daqueles discos que tanta emoção me provocaram e com os quais descobri que até conseguia cantar qualquer coisita, às versões tocadas a duas guitarras e duas vozes com a minha irmã mais nova, ao choro miúdo do dia 21 de Outubro de 1995 quando ouvi na rádio que Shannon Hoon tinha morrido, aos momentos de compreensão e da empatia que sentia quando ouvia o tema "I Wonder" (que é o tema da minha vida, dê por onde der), ao conturbado período da minha vida em que o refúgio era sempre a música das cassetes que ia gravando dos amigos... Entretanto descubro que os Blind Melon se reuniram, com um novo cantor, e voltaram aos concertos. E não sei se gosto da ideia. Aliás, acho que não gosto mesmo. A minha devoção ao falecido Hoon, eterna fonte de inspiração em quase tudo o que faço, leva-me a ficar quase ofendida com o facto de saber que continuaram sem mudar o nome da banda e que colocaram alguém num lugar que não podia ser de mais ninguém. Deve ser este meu lado de fã a puxar à groupie que não me deixa aceitar o facto de que os outros músicos têm o direito de fazer o que bem entendem, mas não consigo evitar pensar que o correcto seria dar outro nome ao projecto... Hoon não era só um vocalista (ainda que este estatuto só fosse o suficiente, tendo em conta que grande parte da imagem da banda passava por ele), era também um dos principais compositores dos temas, 80% do repertório tem o nome dele na autoria. Quando Marc Sandman morreu, os Morphine criaram a Orchestra Morphine durante um breve período de tempo para fazer uma digressão de homenagem, mas mais tarde, quando decidiram reunir-se, deram um novo nome ao projecto e uma nova vocalista. Ainda que muitos dos temas fossem os mesmos, a verdade é que sem Marc Sandman não fazia sentido que o nome da banda fosse Morphine. É o que sinto em relação a Blind Melon. Não faz sentido esta reunião. Não na minha cabeça.
Fico agora dividida entre a curiosidade de ver ao vivo os músicos e a tristeza de saber que ver Blind Melon sem Shannon Hoon não é ver Blind Melon. É ver outra coisa qualquer com o mesmo nome.
(e fazendo-me adolescente outra vez, permito-me acrescentar que NÃO GOSTO do novo vocalista, tem voz de Robbie Williams. Não tenho nada contra o Robbie Williams, pelo contrário, mas não o vejo a cantar Blind Melon. Bah.)
Digam-me amigos, como é que é possível substituir esta voz?
current mood: birra
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| Wednesday, January 9th, 2008
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5:44 pm - Back
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Não gosto da pessoa em que me transformo durante o Natal e o período de festas. Por isso fujo um pouco, daqui e do mundo em geral - o meu lado mais sombrio não encaixa muito com a alegria que a ocasião exige e decidi que este ano não o iria partilhar. Pelo menos não enquanto os meus amigos se deleitassem em rabanadas e sonhos e filhós e essas coisas. Entretanto já passou e já vos posso vir desejar um bom ano a todos.
Bom ano, bom ano e bom ano.
Desejo ver-vos, falar-vos e ouvir-vos muito mais em 2008.
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