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Guil
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Young e Cohen
Este mês valeu pelo ano todo em termos de concertos.

Primeiro, foi Neil Young no Alive, há uma semana atrás. Neil Young é Neil Young, e eu sabia que iria ser um grande concerto. Mais convencido disso fiquei por ouvir os seus últimos discos, que me tinham passado ao lado, e confirmar que o homem continua numa forma invejável - basta ouvir o último, 'Chrome Dreams II', de uma ponta à outra para perceber que aparentemente há mesmo um raro grupo de pessoas que não conseguem deixar de escrever grandes canções.

O concerto não desiludiu, antes pelo contrário - foi emocionante ver e ouvir Young em palco, com uma energia imparável e uma atitude que poucos conseguem. É difícil descrever o que se sente num concerto destes. Ouvir "Rockin' In The Free World", "The Needle And The Damage Done", "Words (Between The Lines Of Age)", "Cortez The Killer", a cover perfeita de "A Day In The Life" dos Beatles - enfim, tudo o que foi tocado naquela noite. De facto, Neil Young é Neil Young - e este foi um concerto para guardar para o resto da vida.

neil young, "the needle and the damage done" no optimus alive

Ainda assim, como se não bastasse a emoção da semana passada, ontem houve oportunidade de ver e ouvir Leonard Cohen exactamente no mesmo local e no mesmo palco, em Algés. Mais uma vez, o lugar às canções: não faltou nada no concerto (bom, faltou "Famous Blue Raincoat", mas não estava à espera que a tocasse), desde a abertura com "Dance Me To The End Of Love", passando pelo minimalismo de "Tower Of Song", por "Suzanne", por "First We Take Manhattan", por "I'm Your Man" (que nunca ninguém conseguirá cantar como Cohen), por "Hallelujah" (sempre achei que a versão original desta canção - bem como a gravada ao vivo em 'Cohen Live' - são muito inferiores à versão de Jeff Buckley em 'Grace', uma das coisas mais bonitas e sentidas jamais gravadas; mas tenho de me render: independentemente da reacção do público se ter parecido com um evento da IURD, o "Hallelujah" que Cohen cantou ontem foi para mim a melhor versão que ouvi, com uma interpretação que me arrepiou completamente durante todo o tempo), e por todo o resto do alinhamento, perfeito.

Cohen estava numa forma invejável (quero ser assim aos 73 anos!...), parecendo feliz por estar ali, sempre bem-disposto (entrou em palco a correr, saiu aos saltinhos...), com um respeito genuíno por cada músico que partilhava o palco consigo e com todo o público. O concerto começou às 21:00 em ponto e terminou à meia-noite. Três horas seguidas (ainda que com um intervalo de 20 minutos pelo meio) - três horas! E ainda assim, foi pena chegar ao fim.


o arrepiante "hallelujah" de ontem à noite, em algés

Para ser sincero, podia não haver nem mais um concerto este ano. Depois destes dois, não me falta mais nada...

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1 mês


falta um mês. :)

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alive


Neil Young com os Pearl Jam, Rockin' In The Free World, 1993


Já ando há uns dias em estágio para o concerto do Neil Young este sábado no Alive - ando a rever álbuns antigos e a descobrir alguns mais recentes que me tinham passado ao lado (e que belos álbuns que Young tem feito nos últimos anos!...).

E por aqui, alguém vai ao Alive este sábado? :)

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r.e.m.
Neste preciso momento está a ser transmitido em vídeo o concerto dos R.E.M. no Festival Rock Werchter, na Bélgica, neste site.
Entrem no site, cliquem em "Live Stream" e aproveitem! :)

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luis farrolas
Exposição a não perder:

E de caminho visitem o blog do Luís.

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a tradição da contestação


Terminei há pouco tempo "A Tradição da Contestação - Resistência Estudantil em Coimbra no Marcelismo", um livro de Miguel Cardina, publicado este ano pela Angelus Novus. Como o título indica, o livro é um trabalho de investigação sobre a contestação nos movimentos estudantis de Coimbra, focado principalmente nos anos do Marcelismo (de 1968 a 1974), embora não se esgotando neles.

Antes de começar a lê-lo, interessei-me pelo livro por um motivo pessoal: conheço o Miguel. Mas na verdade nem era preciso esse incentivo - o livro prendeu-me desde o início. Cuidadoso nos detalhes e com um grande rigor, o livro aborda os movimentos estudantis em três fases: uma fase introdutória, dos anos cinquenta à "crise de 69", o período da crise propriamente dita, e os restantes anos até à Revolução. As mudanças da sociedade e da própria juventude, numa Coimbra entre a tradição boémia da academia e a crescente intervenção e politização dessa mesma academia, são apresentadas de forma exemplar no texto. E para além do interesse enquanto documento de investigação sobre um período ainda pouco estudado, "A Tradição da Contestação" tem ainda um aliciante: está muito bem escrito. Por diversas vezes tive dificuldade em largá-lo. É verdade que acho o tema particularmente interessante (tenho uma grande simpatia por Coimbra e pelo seu meio académico - tirei o meu curso em Lisboa, mas o primeiro contacto que tive com o meio universitário foi em Coimbra, através da minha irmã), mas isso não basta para fazer um bom livro - há que ter a 'voz' certa para o escrever. E o Miguel mostra claramente tê-la.


Duas notas finais: neste momento o Miguel Cardina trabalha num doutoramento sobre a construção da esquerda radical no Estado Novo. Esperemos pela publicação futura!

E finalmente, para quem tenha ficado interessado pelo tema: esta quinta-feira às 21:00, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, será exibido o documentário "Estado de Excepção", de Ricardo Seiça Salgado, sobre a história do CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), de 1956 a 1974. Serão convidados, para além do próprio Ricardo Seiça Salgado, Hélder Costa e o Miguel Cardina. Será de certeza uma oportunidade interessante para ficar a conhecer um pouco mais sobre este período.

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bife à castro


Não há neste país outro prato tão deliciosamente gorduroso e rico em colesterol como o inimitável Bife À Castro, do Castro Café em Castro Verde. Terminei hoje um jejum de 7 anos.

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Amigos


O nosso rapaz a posar para a fotografia com dois dos seus futuros amiguinhos: Trombinhas, o elefante branco e Galdéria, a girafa sueca.

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mood: happy
a ouvir: the undertones - teenage kicks